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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os desfios da edução basica.

Promotora Sandra Soares de Pontes, palestrante no I Seminário de Inclusão da Educação Especial no Ensino Regular no Municipio de Pedreiras.
Danila Cardoso de Sousa, Diretora da Escola Especial e Proficional Vicente Beningno mantida pela APAE de Pedreiras, ao lado Rogério do PT Secretário da Juventude de Pedreiras...
Composição da Mesa com Autoridades presente no evento, da esquerda para a direita: Professora Euza, Professora Vaciclea, Representante da Igrejá Adventista, Joseane Leonel Presidente da APAE, Jerônimo Ferreira Cavalcante Filho, Presinte das APAES do Estado do Maranhão, Dra. Sandra Soares de Pontes, Prefeito Lenoilson Passos da Silva, Dra. Lana Cristina, Sec. Educação Maria de Fátima Santos Barros, Dr. Marcos Aurélio Abreu Fonoaudiólogo, Coordenadora da Educ. Especial Francisca Cátia Furtado, Diretora da Escola da APAE Daniela Cardoso de Sousa, Secretário da Junventude de Pedreiras Rogério do PT.





 Presidente da APAE em Pedreiras, Joseane Leones, José Alves Fé Diretor de Políticas Públicas para a Juventude, e o Secretário da Juventude de Pedreiras Rogério do PT...






OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO BASICA
Toda criança precisa da escola para aprender e não para marcar passo ou ser segregada em classes especiais e atendimentos à parte. A trajetória escolar não pode ser comparada a um rio perigoso e ameaçador, em cujas águas os alunos podem afundar. Mas há sistemas organizacionais de ensino que tornam esse percurso muito difícil de ser vencido, uma verdadeira competição entre a correnteza do rio e a força dos que querem se manter no seu curso principal.
Um desses sistemas, que muito apropriadamente se denomina "de cascata", prevê a exclusão de algumas crianças, que têm déficits temporários ou permanentes e em função dos quais apresentam dificuldades para aprender. Esse sistema contrapõe-se à melhoria do ensino nas escolas, pois mantém ativo, o ensino especial, que atende aos alunos que caíram na cascata, por não conseguirem corresponder às exigências e expectativas da escola regular. Para se evitar a queda na cascata, na maioria das vezes sem volta, é preciso remar contra a correnteza, ou seja, enfrentar os desafios da inclusão : o ensino de baixa qualidade e o subsistema de ensino especial, desvinculadae justaposto ao regular.
Priorizar a qualidade do ensino regular é, pois, um desafio que precisa ser assumido por todos os educadores. É um compromisso inadiável das escolas, pois a educação básica é um dos fatores do desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma tarefa possível de ser realizada, mas é impossível de se efetivar por meio dos modelos tradicionais de organização do sistema escolar.
Se hoje já podemos contar com uma Lei Educacional que propõe e viabiliza novas alternativas para melhoria do ensino nas escolas, estas ainda estão longe, na maioria dos casos, de se tornarem inclusivas, isto é, abertas a todos os alunos, indistinta e incondicionalmente. O que existe em geral são projetos de inclusão parcial, que não estão associados a mudanças de base nas escolas e que continuam a atender aos alunos com deficiência em espaços escolares semi ou totalmente segregados (classes especiais, salas de recurso, turmas de aceleração, escolas especiais, os serviços de itinerância).
As escolas que não estão atendendo alunos com deficiência em suas turmas regulares se justificam, na maioria das vezes pelo despreparo dos seus professores para esse fim. Existem também as que não acreditam nos benefícios que esses alunos poderão tirar da nova situação, especialmente os casos mais graves, pois não teriam condições de acompanhar os avanços dos demais colegas e seriam ainda mais marginalizados e discriminados do que nas classes e escolas especiais.
Em ambas as circunstâncias, o que fica evidenciado é a necessidade de se redefinir e de se colocar em ação novas alternativas e práticas pedagógicas, que favoreçam a todos os alunos, o que, implica na atualização e desenvolvimento de conceitos e em aplicações educacionais compatíveis com esse grande desafio.
Muda então a escola ou mudam os alunos, para se ajustarem às suas velhas exigências ? Ensino especializado em todas as crianças ou ensino especial para deficientes? Professores que se aperfeiçoam para exercer suas funções, atendendo às peculiaridades de todos os alunos, ou professores especializados para ensinar aos que não aprendem e aos que não sabem ensinar?

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